Carol Ex Machina

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Se sentir linda e poderosa, além de ser extremamente difícil com o bombardeamento diário de padrões de beleza inalcançáveis e vazios, é uma afronta à masculinidade frágil e aos egos da maioria dos machos por aí. E não é muito difícil atestar isso. Poste uma foto minimamente "sensual" espere alguns minutos e terá algumas DMs pedindo Whatapp, nudes ou perguntando o que você está usando no momento. Mas aí há aquelas mensagens """"disfarçadas de elogios""" afirmamando que você é muito sexy e se você responde um autoconfiante "eu sei", é o mágico momento em que você os assusta e se livra dos encostos.

Um simples 'eu sei' ao receber um ""elogio"" adiciona diversos adjetivos antes do seu próprio substantivo. Metidas. Egocêntricas. Arrogantes. Por que? Por que uma mulher ter certeza da sua beleza, da sua confiança, conhecer o próprio corpo e sexualidade é tão assustador para a maioria das pessoas, especialmente homens héteros?

Meu corpo, minhas regras, parece uma premissa tão básica e tão batida e que busca algo que naturalmente é nosso mas culturalmente ainda lutamos por ele. É uma luta abraçada por muitas mulheres, incentivada pela mídia (que descobriu aí um gargalo a ser explorado) e reproduzida pelos homens desconstruidões, mas que quando se deparam com mulheres que internalizaram esse discurso, que SABEM que o seu corpo é seu e somente seu, que é lindo e que ele existe fora das demarcações impostas, recuam. Julgam.


O empoderamento acontece como resultado de um esforço conjunto. Tomar consciência do próprio corpo e blindar a autoestima é também trabalhar para que essa transformação aconteça. É claro que há fatores socioculturais extremamente limitantes para que isso abrace todas as mulheres, sem exceção. Mas há um esforço coletivo para que não descubramos nossa força, nossa beleza e nossa sexualidade. Ela é incompreendida, desconhecida e por isso a necessidade de domá-la.

Então, se olhem, se toquem, se sintam, explorem. Conheçam e ocupem seus corpos, descubra as sensações que eles podem lhe trazer. Seu corpo é seu. Não é do parceiro, não é do Estado, não é da sociedade. É maravilhoso, é mágico. É seu.


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E eu estava lá, na estréia, sentindo todo aquele saudosismo inerente ao filme como alguém que nasceu nos anos 1990 poderia sentir. Depois deste dia, quem convive comigo sabe que sigo firme e forte na minha missão pessoal de divulgar e enaltecer Daniel Rezende e o seu filme, Bingo: O Rei das Manhãs. Desde a sua estreia tenho tuitado minha opinião sobre o filme, publicado fotos e mais fotos no Insta stories, solicitado gentilmente que os amigos se deslocassem até o cinema mais próximo para prestigiar o filme. Até presenteei um casal de amigos com um par de ingressos para irem ao cinema e fiz exatamente o mesmo. Todo esse esforço e paixão resultou em o próprio Rezende me notando e repostando uma de minhas fotos em seu Stories, além de um grito de alegria quando recebi a notícia de que nosso querido palhaço fora escolhido para nos representar na corrida Oscar 2018.

A notícia foi dada pela Academia Brasileira de Cinema nesta sexta-feira, 15 de setembro. Bingo, injustiçado pelo público, foi reconhecido pela Academia depois de disputar a vaga com mais de 20 outros filmes, entre eles Como Nossos Pais (Laís Bodanzky); O Filme da Minha Vida (Selton Mello); Divinas Divas (Leandra Leal - também presente em Bingo) e até Polícia Federal: A Lei é para Todos (Marcelo Antunez).

O Brasil tem um certa história com o Oscar. No total foram 7 indicações para produções 100% nacionais e 10 indicações para co-produções nacionais. Entre elas estão as indicações de Melhor Direção para Fernando Meirelles por Cidade de Deus (2002); Melhor Filme Estrangeiro para Central do Brasil (1998) e também o mais recente O Menino e o Mundo (2016) de Ale Abreu que concorreu como Melhor Filme de Animação.

Entre injustiças e reconhecimento, o Oscar segue sendo uma premiação cinematográfica de prestígio e notoriedade com grandes benefícios para aqueles levam uma estatueta para casa. E Bingo apresenta chances reais (se for escolhido) do famoso "agora vai".

E aqui estão cinco motivos para acreditar que Bingo: O Rei das Manhãs foi a melhor escolha de representante do Brasil no Oscar.

5 - ÓTIMAS ATUAÇÕES
Vladmir Brichta está sensacional como Bingo. É quase possível tocar todos os excessos da personagem, que sente tudo muito o tempo todo e nos faz perguntar, porque Daniel Rezende pensou em Wagner Moura para o papel. Leandra Leal, que já provou por A+B ser uma excelente atriz, interpreta a produtora Lúcia, que poderia ter sido facilmente objetificada e reduzida a prêmio de redenção para Bingo ao final, mas sua presença, força e determinação foram bem demarcados pela construção de personagem e talento de Leandra. Sem mencionar a bela homenagem que o filme faz a Domingos Montagner, que aparece como palhaço de circo, sua vocação na vida real.

4 - DIREÇÃO IMPECÁVEL
As escolhas estéticas de Rezende funcionam perfeitamente para criar toda a atmosfera oitentista. Cores saturadas e carregadas remetem à época dos exageros. A direção, não só traduz, como dá corpo à um roteiro que é bastante simples. Com escolhas certeiras, Rezende traz emoção junto à uma direção autoral e comercial e vendável ao mesmo tempo.

3 - LINGUAGEM UNIVERSAL

Bingo foi inspirado na historia de Arlindo Barreto, um dos interpretes do Bozo brasileiro na década de 1980 comprado pelo SBT. Originalmente americano, o Circo do Bozo (nome lá nos EUA) fez parte da infância de crianças mexicanas, italianas, australianas e várias outras ao redor do mundo. O longa trata da objetificação da personalidade por trás da personagem, transformando o ator por trás da maquiagem em um objeto descartável, uma propriedade da indústria. Além disso, sentimentos universais estão ali representados, medos, inseguranças, egos e excessos. Nada exclusivamente brasileiro que não possa ser compreendido pelos votantes da Academia.

2 - DANIEL REZENDE
Um grande trunfo para o Brasil e Bingo na disputa pela estatueta. O Oscar é como um clubinho fechado, não basta fazer campanha, ter contatos também é importante. Até porque quem vota não vai assistir a TODOS OS FILMES QUE SÃO INDICADOS em TODAS as categorias. Então não ser desconhecido, já é um passo à frente. E Daniel Rezende é esse cara. Já esteve presente no Oscar, indicado por Melhor Edição com Cidade de Deus (2002) e ganhou um BAFTA pelo mesmo. Sem contar que Rezende editou RobCop (2013), 360 (2011), Árvore da Vida (2011), Ensaio sobre a cegueira (2008) e muitos outros.

1 - CULTURA POP BRASILEIRA
Este talvez seja o melhor motivo para Bingo ter sido uma escolha acertada de representação. Poucos são os produtos audiovisuais brasileiros que de fato exploram a nossa cultura pop e Bingo faz isso muito bem. A TV aberta brasileira fez parte do nosso rico e esquisito patrimônio cultural. Ela é faz parte da nossa história. História cheia de censura e que quando teve uma brecha de liberdade, ultrapassou qualquer limite moral. Em uma das falas de Bingo no longa é que "O Brasil não é para iniciantes". E não é mesmo! Mostrar nossa cultura pop - colorida, ácida, erótica e sem pudor - deveria ser algo aplaudido de pé.

Poderia continuar por páginas e páginas defendendo o ótimo trabalho de Rezende e toda sua equipe e produção. Mas no momento me contento com o reconhecimento nacional (e espero que internacional) de um filme que já nasceu histórico.






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Carol

Carolina Dantas . Cabelos coloridos . Comunicóloga e feminista . O roteirista da minha vida não segue uma lógica. Deus ou o Diabo, não importa, mas ela é a própria ex machina.

carolinadsdantas@gmail.com

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